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Estudo sobre Adoração

 Na revelação de Jesus Cristo a João (Apocalipse 1.1), na Ilha de Patmos (Apocalipse 1.9), na carta da revelação, última do Novo Testamento nas Sagradas Escrituras, o apostolo João descreve a visão que teve sobre Jesus e suas características, entre elas, ele afirma: “Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos quanto à neve, e seus olhos, como uma chama de fogo” (Apocalipse 1.14), e escreveu ainda reproduzindo a voz de Jesus: “Este é o mistério das sete estrelas, que viste na minha mão direita, e dos sete candelabros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas e os sete candelabros são as sete igrejas” (Apocalipse 1.20).

Estudo Sobre Adoração

Estudo Bíblico sobre Adoração

A santidade como marca…

Os cabelos brancos como a lã representam a santidade, sabedoria e eterna divindade de Cristo, portanto a santidade de vida e o caráter devem ser uma das marcas do verdadeiro cristão e da verdadeira igreja, assim como o Senhor da Igreja, o legitimo dono, é santo.

O discernimento incomparável de Jesus…

Ter olhos como chama de fogo representa o poder de um olhar penetrante e a capacidade de discernir tudo e todos, bem como penetrar no mais fundo do coração humano e sondar como ninguém mentes e corações, tanto dos crentes quanto dos incrédulos, bem como dos quebrantados quanto dos endurecidos.

Ele vê tudo e está no controle de tudo…

No último versículo do primeiro capítulo do Apocalipse, Ele nos deixa claro que tudo em absoluto está sob o Seu controle e que nada foge da Sua presença, assim como uma vez o salmista havia declarado sobre o Eterno:

“Para onde poderia eu fugir do teu Espírito? Para onde poderia correr e escapar da tua presença? Se eu escalar o céu, aí estás, se me lançar sobre o leito da mais profunda sepultura, igualmente aí estás. Se eu me apossar das asas da alvorada e for morar nos confins do mar, também aí tua mão me conduz, tua destra me ampara. Se eu cogitar: ‘As trevas, ao menos, haverão de me envolver, e a luz ao meu redor se tornará em noite, constatarei que nem as mais densas trevas são obscuras para teu olhar, pois a noite brilhará como o meio-dia, porquanto para ti as trevas são luz. Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (139.7-13).

Ele está em todos os lugares, tem todo o poder no céu, na terra e debaixo da terra, bem como sabe de todas as coisas, ainda mais em sua amada noiva (a igreja).

Eu conheço…

E nas cartas enviadas para as sete igrejas do período apostólico (Apocalipse 2 e 3), no inicio, além de se afirmar sobre algumas de suas características, em todos os casos, Jesus declara: “Conheço as tuas obras ou o lugar” (2.2; 2.9; 2.13; 2.19; 3.1; 3.8; 3.15).

O fato é que Ele conhece o coração humano, mais do que o próprio humano. Ele conhece as intenções e as motivações, nada está encoberto a Ele e que ingenuidade achar que algo pode lhe ser oculto.

O Eterno não se deslumbra com a aparência ou simplesmente com as obras e aquilo que podemos fazer. Quando Samuel foi ungir a Davi como rei, antes ele ficou admirado com a aparência e estatura de Eliabe e acreditou ser ele o novo rei, mas o Senhor afirmou:

“Não te impressione diante da aparência nem da estatura desse homem, pois Eu o rejeitei. Eis que Deus enxerga não como o seu humano vê, porquanto o homem julga e toma em elevada consideração à aparência, mas o Senhor sonda o coração” (1º Samuel 16.7).

A verdadeira adoração…

E assim é com a nossa adoração, podemos fazer o melhor, mas se não formos o melhor, de nada adianta. Entre o fazer e ser há um longo caminho e o Eterno está mais interessado em quem somos do que sobre o que fazemos. A boca fala do que o coração está cheio (Mateus 12.34) e nenhuma mascará resistirá para sempre, pois Aquele que tem os olhos como “chama de fogo” não permitirá. A verdadeira adoração parte de um coração quebrantado e convertido ao Eterno.

Jesus afirmou em seu ensinamento: “Se trouxeres a tua oferta ao altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta” (Mateus 5.23-24).

A oferta é um ato de adoração, contudo pode ser a melhor, se o coração estiver em desacordo com o mandamento do Eterno, Ele que tudo vê, orienta que seja resolvido antes para depois ser entregue com inteireza de coração, sem culpa e macula.

Adorar é prestar culto, venerar, ter grande apreço, admiração, reverencia, amor extremo e tudo isso é devido ao Eterno, porém não simplesmente de atitude, mas de coração. E o coração verdadeiramente Nele transbordará em boas e santas atitudes.

Em espírito e em verdade…

Certa vez na cidade de Sicar, em Samaria, perto das terras que Jacó dera a seu filho José, na fonte de Jacó, Jesus estava sentado à beira de um poço e começou a desenvolver uma conversa com uma mulher samaritana e em determinada momento Ele afirmou:

“Mas a hora está chegando, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai, em espírito e em verdade, pois são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.23.24).

Adorar em espírito e em verdade é adorar com a vida, é prestar culto em todos os lugares, em todo o tempo, com todo o entendimento, com todo o coração. O adorador é justo em seus negócios, o adorador não maltrata ou humilha, o adorador faz tudo com excelência, o adorador age na verdade, o adorador busca ser a “bíblia em forma de pessoa”, o adorador declara sobre o seu Deus (o Eterno), o adorador abençoa, o adorador busca viver em santidade. O culto do adorador nunca acaba. No mínimo, o “culto começa quando a celebração na igreja termina”.

Versículos de Adoração

O culto de louvor e adoração…

E por falar em celebração na igreja, há um momento que é chamado de adoração e louvor, momento legitimo e abençoador, que geralmente é o momento em que as verdades sobre o Eterno são expressas através da música (através da arte), contudo para a nossa reflexão, a pergunta sempre deve ser: estamos entregando um louvor genuíno a quem de fato é merecedor? Os autores do livro “Teologia da Adoração”, Ronald Allen e Gordon Borror, dizem: “Adoração é uma reação ativa a Deus, pela qual declaramos sua dignidade. A adoração não é passiva, mas sim participativa. Adoração não é simplesmente um clima, é uma reação. Adoração não é apenas uma sensação, é uma declaração. Adorar é atribuir valor e mérito”.

O ato de adorar/louvar é declarar quem Ele é, assim como devemos fazer em toda a nossa vida, e não declarar sobre nós mesmos porque a adoração deve ser dada a quem é digno. Técnica e excelência devemos ter, mas nada se compara a unção que o verdadeiro adorar pode ter em Jesus.

Conclusão…

Só o Eterno é digno de toda a adoração, afinal como registrou o profeta Isaías: “Eis que Eu Sou o Senhor, e não existe nenhum outro, além da minha pessoa não há Deus! Eu te cinjo e te concedo poder, ainda que não percebas quem sou.

Para que saibam todos, que do nascente ao poente, não há ninguém além de mim. Eu Sou o Eterno, e não existe nenhum outro. Eu formo a luz e crio as trevas, mando as bênçãos e as maldições, Eu faço absolutamente tudo (45.5-7).

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