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Parábola da Ovelha Perdida

Dos quatro evangelhos que compõe o inicio dos vinte e sete títulos do novo testamento, dois deles contam a “parábola da ovelha perdida”, são eles: o evangelho segundo Mateus e o evangelho segundo Lucas.

Atribui-se a autoria do evangelho de Mateus a Mateus Levi, discípulo de Jesus. Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos a serviço de Roma, mas que abandonou a sua atual condição quando recebeu o chamado para seguir ao Messias.

Mateus é relatado na narrativa contada por Marcos e Lucas, contudo ali ambos utilizam o seu sobrenome para se referir a ele, ou seja, o chamam de Levi.

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Estudiosos da história afirmam que apesar de ser apresentado como primeiro no novo testamento, o evangelho segundo Mateus não foi o primeiro escrito e publicado, mas sim o evangelho segundo Marcos. Esses mesmos estudiosos consideram que Mateus e Lucas utilizaram da obra de Marcos como “principal fonte documentária” na produção de suas narrativas sobre a vida e obra de Jesus Cristo.

A autoria do evangelho segundo Lucas é dada ao médico Lucas, mesmo autor de “Atos dos Apóstolos”. Lucas era amigo e companheiro do apóstolo Paulo (2ª Timóteo 4.11), único autor gentil do novo testamento.

Lucas não foi testemunha ocular da vida e obra de Jesus, ele mesmo, ao iniciar a sua carta, diz:

“Tendo em vista que muitos já se empenharam em elaborar uma narrativa histórica sobre os eventos que se cumpriram entre nós, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares dos fatos e servos dedicados à Palavra, eu, pessoalmente, investiguei tudo em minúcias, a partir da origem e decidi escrever-te um relato ordenado…” (Lucas 1.1-3).

Portanto, o autor foi cuidadoso em sua análise e levantamento de informações, bem como relata que consultou testemunhas e valeu-se pelas obras de outros.

A ovelha perdida segundo Matheus

O evangelho segundo Mateus narra a “parábola da ovelha perdida” no capítulo dezoito versos de dez a quatorze. Nesta ocasião Jesus estava conversando e ensinando os seus discípulos na casa de Pedro (Mateus 17.24-25) quando, antecedendo à parábola, surge uma questão entre eles:

“Quem é maior no Reino dos céus?” 

E Jesus chama uma criança para dar-lhes o exemplo que todos nós devemos ser como elas (as crianças) e assim ter um novo começo e humildemente aprender a viver a nova vida proposta por Ele. As crianças são simples, humildes e confiam no pai: Ah se fossemos sempre como elas!

Jesus continua ensinando ainda exortando-nos contra as ciladas que podem fazer um “pequenino” tropeçar. As ciladas podem vir em forma de escândalo, que infelizmente acontecerão, ou desprezo por essas pessoas que como consequência se afastarão da vida cristã.

Segundo observações da Bíblia de estudos da versão “King James”, quando Jesus se referia a “pequeninos” pode ser que Ele estava falando tanto sobre as crianças como sobre os novos na fé. Na mesma exortação Jesus não esconde as duras consequências para quem cometer tais atrocidades e escândalos. Continuando seu ensinamento Jesus chega até a parábola reafirmando sua missão: “salvar o que se havia perdido” (Mateus 18.11).

Ao contar a parábola dizendo que se de cem ovelhas uma se perder, o pastor deixará nos montes as noventa e nove e procurará a única perdida do seu rebanho, de maneira alguma Ele está enfatizando o desprezo pela maioria, pelo contrário, Ele diz no sentido que as deixará no monte seguras e salvas, pois elas estão com ele, “sob o seu olhar”, mas Ele está afirmando que uma (apenas uma) é importante para o rebanho e por isso irá busca-la. A ovelha está em perigo quando não está ao lado de outras ovelhas e seguindo orientações do seu pastor.

O final da parábola não omite a possibilidade de perdição, mas ressalta a vontade de Deus quem todos sejam salvos. A vontade do pastor que todas as ovelhas estejam salvas. Todos são importantes para Ele e há grande alegria quando a que estava perdida é encontrada. Como Ele dava o exemplo dos pequeninos, Ele conclui a parábola e a advertência que não deseja que esses se percam (Mateus 18.14), por isso cuidado para com eles, pois são como “ovelhas preciosas” para Ele.

A Parábola da ovelha perdida segundo Lucas

O evangelho segundo Lucas narra a parábola no capítulo quinze versos de três a sete. Nesta ocasião Jesus estava reunido com uma multidão composta de pescadores, coletores de impostos e pessoas de má fama, quando os fariseus e mestres da lei começaram a murmurar falando contra essa atitude de Jesus que repartia seu tempo e o pão com “todos os tipos de pessoas”.

O público com qual Jesus estava era considerado pelos fariseus e mestres da lei como “pessoas desqualificadas e pecadoras”, eles eram contra essas pessoas e todas as demais que não cumprissem rigorosamente suas doutrinas e normas religiosas de comportamentos (Ah… Fariseus e mestres da lei, nada conheciam sobre o mestre Jesus!). Foi então que Jesus lhes propôs três parábolas, a saber: ovelha perdida, moeda perdida e filho perdido.

Iniciando a “parábola da ovelha perdida”, Jesus lhes faz uma pergunta: “Qual, dentre vós, é homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no campo as noventa e nove e vai em busca da que se extraviou, até que a encontre?”.

E continuou:

“E assim que a encontra, coloca-a por sobre os ombros cheio de júbilo e ruma para casa; ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e anuncia: alegrai-vos comigo, pois hoje encontrei minha ovelha perdida” Lucas 15.4-6.

Novamente Jesus conta sobre o cuidado do pastor em deixar as noventa e nove juntas e seguras, e reafirmou o amor de se ocupar em buscar a ovelha que se perdeu no meio do caminho não importando o motivo, ou seja: Porque a ovelha podia ter se perdido e se ausentado do convívio das demais? Ela pode ter sido atraída por novas pastagens, novos caminhos, curiosidades, aventuras, por “estranhamento com outro animal”, por passar mal e por tantas outras alternativas, mas ali Jesus está afirmando aos “legalistas de plantão” que o pastor não desiste de nenhuma sequer, pois lhe pertence e ao encontra-la, ao invés de sacrificá-la, coloca-a sobre seus ombros e com grande alegria a traz de volta para casa e chegando se alegram com sua família, amigos e vizinhos o retorno da ovelha perdida.

Assim é o amor de Deus que não desiste de nenhum de nós, mesmo os “condenados pelos fariseus e mestres da lei que entendem erradamente a lei e nada sobre o amor de Deus”.

Ali Jesus estava sendo questionado porque estava sentado com aquelas pessoas, mal entendiam que Ele veio para os doentes (pecadores), pois os sãos não precisam de médicos (Marcos 2.17) e que há grande alegria quando um perdido pecador de arrepende e se salva (Lucas 15.10).

O pastor foi buscar a ovelha, Ele também busca os perdidos, pois poderia por acaso Ele se esquecer de uma ovelha sua?

A mesma parábola para públicos diferentes: no primeiro momento a fala é dirigida aos cristãos e no segundo momento é fala é dirigida aos incrédulos.

Contudo, em ambos, Jesus ensina-nos sobre o Amor! Sim, em letra maiúscula porque estou me referindo a Deus mesmo. Deus, o Amor (1ª João 4.8b) e Jesus É a expressão e o testemunho exato de Deus. Tanto os cristãos quanto os incrédulos devem aprender o sentido do Amor incondicional por vidas, independente de serem “pequeninos” ou “pecadores” ou “noventa e nove e uma”. Ali há um gesto solidário e generoso de Jesus demonstrando o interesse do Pai por vidas, pelas vidas, por nossas vidas, por SUA VIDA.

Portanto, não importa a sua condição, há um rio de amor do Amor para sua vida.

Que Jesus, o bom pastor que deu a sua vida pelas suas ovelhas (João 10.11), alcance você com graça e misericórdia nesse momento!

Pelo seu Espírito, santo e amigo, Ele está ai com você, querido leitor. Deus te abençoe grandemente.

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