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O que Significa Escribas – Quem Eram os Escribas?

Os escribas podem ser conhecidos como um escrivão. Isso mesmo, literalmente alguém que escreve. Entre os judeus, eram aqueles que liam e interpretavam a lei acompanhando também a sua aplicação. Entre suas funções estava o fato de serem profissionais que copiavam manuscritos, escreviam textos didáticos, registravam dados numéricos, redigiam leis e arquivavam informações.

Também conhecidos como mestres ou doutores da lei, os escribas foram figuras muito conhecidas e de alta relevância entre o povo, segundo os relatos bíblicos, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento.

escribas

Os Escribas no Antigo Testamento

Alguns estudiosos afirmam que parte do Antigo Testamento pode ter sido escrito por esses profissionais, pelo menos por conta dos seus registros na época, tendo em vista que muitas pessoas não sabiam ler ou escrever e essa era uma profissão existente e de grande relevância entre eles.

Vemos “os escribas” citados algumas vezes no Antigo Testamento, contudo destaco duas passagens:

1 – O profeta Jeremias era um dos que contava com os serviços de um fiel secretário, Baruque, um escriba: “Em seguida, Jeremias chamou Baruque, filho de Nerias, para que escrevesse no livro, tudo quanto Jeremias ditava, todas as palavras que o Senhor lhe havia revelado” (Jeremias 36.4).

2 – Esdras, escriba e conhecedor da Lei de Moisés: “Este Esdras veio da Babilônia. Ele era escriba, isto é, mestre, e conhecia muito bem toda a Torá, Lei de Moisés, dada por Yahweh, o Senhor Deus de Israel. Ele foi falar com o rei Artaxerxes, e este benevolente, dando-lhe tudo quanto solicitara, porquanto a mão do Senhor estava sobre ele e abençoava as atitudes de Esdras” – Esdras 7.6.

Os escribas no Novo Testamento

O Novo Testamento, especialmente nos quatro evangelhos, a figura do “escriba” se faz presente, especialmente onde Jesus estava.

No Novo Testamento criaram regras e regulamentos para todas as situações possíveis. Diversas “tradições” foram incorporadas na religião judaica e na cultura por meio deles. Eles ditavam a obediência literal da Lei e mais uma serie de ordenanças criadas para situações não diretamente cobertas pela Torah. Os escribas estavam convencidos da certa interpretação que faziam seguindo a vontade Deus que, portanto, “a tradição dos anciãos”, estava correta.

No ministério de Jesus, os escribas sempre estavam por perto vistoriando seus passos e buscando como poderiam acusa-lo, blasfema-lo e condená-lo. A fama de Jesus só aumentava. Unindo-se a outros grupos se tornaram inimigos de Cristo e de sua obra. A seguir, assim como foi feito ao falar do Antigo Testamento, segue dois versículos do Novo Testamento que vemos a participação dos escribas:

1 – Jesus estava diante de um paralitico e liberando sobre ele o perdão dos seus pecados, os escribas que observavam atentamente disseram entre eles: “Este homem blasfema!” (Mateus 9.3). Como ele poderia perdoar pecados, argumentavam.

2 – “A partir daquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que Ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas injustiças nas mãos dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, para então ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” (Mateus 16.20). Jesus comentando sobre o que estava por vir.

O Hernandes Dias Lopes, pastor, diz que os escribas, bem como os fariseus, eram os guardiões da tradição judaica. Eles eram farejadores de heresias. Eles eram detetives da vida alheia. Por onde Jesus andasse, eles estavam espreitando-o para encontrar alguma heresia para o acusador. Eles transformavam a vida espiritual num fardo pesado com muitas regras e normas.

William Hendriksen, estudioso do Novo Testamento, disse que os escribas eram os especialistas da lei (como já citamos). Eles a estudavam, interpretavam e a ensinavam ao povo. Mais exatamente eles transmitiam para sua própria geração as tradições, que de geração em geração, tinham sido passadas com respeito à interpretação e aplicação da lei. Essas tradições tinham tido suas origens nos ensinos rabinos veneráveis do passado.

Considerações Finais

Jesus disse algo sobre os “escribas”: “Fazei e obedecei, portanto, a tudo quanto eles vos disseram. Contudo, não façais o que eles fazem, porquanto não praticam o que ensinam; Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens. No entanto, eles próprios não se dispõem a levantar um só dedo e movê-los; tudo quanto realizam tem como alvo serem observados pelas pessoas. Por isso, fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes mais longas” – Mateus 23.2-5.

Eles entendiam da Lei de Moisés, Torah, eram conhecedores das suas ordenanças, sabiam das tradições, porém só conheciam a teoria “segundo à sua vista” e não conheciam a prática, como vemos no Novo Testamento.

Para refletirmos: Talvez sejamos muitas vezes como esses, conhecedores teóricos, sem prática. Talvez usemos do evangelho para condenar pessoas e não para amar pessoas. Usamos “desculpas de amor” que colocam fardos que ninguém precisa carregar, nem nós.

Toda ensino é proveitoso! Aproveite desse tema e reveja o seu caminho. Veja, se você já é cristão, e estiver percorrendo um caminho de “escriba”, assim como eles foram com Jesus, troque de caminho e siga a Cristo, pois Ele era conhecedor da Lei, a praticou e nos ensinou como através dela o amor e a graça também se manifestam.

O problema central não é a lei, o problema é a interpretação equivocada esquecendo da essência do Autor da Lei. Jesus simplificou, ampliou, demonstrou e facilitou a nossa vida nos ensinando na prática. Siga-o.

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