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Frutos do Espírito

O apostolo Paulo escreveu assim para às igrejas da Galácia: Entretanto, o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei – Gálatas 5.22-23.

É importante começar entendendo que a palavra correta usada pelo apóstolo é “fruto” e não “frutos”, singular e não plural, portanto ele não está falando de virtudes individuais, mas de virtudes que compõe O mesmo fruto.

Podemos exemplificar o fruto do Espírito da seguinte maneira: pense numa mexerica, ela é composta de vários gomos, correto? Assim é o fruto do Espírito.

O fruto é como se fosse uma mexerica com um gomo chamado amor, um gomo chamado alegria, um gomo chamado paz, um gomo chamado paciência, um gomo chamado benignidade, um gomo chamado bondade, um gomo chamado fidelidade, um gomo chamado mansidão e um gomo chamado domínio próprio.

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A Manifestação dos Frutos do Espírito

A manifestação do fruto do Espírito é a principal evidência que uma pessoa é cheia do Espírito Santo, ou podemos dizer, é a principal evidência que uma pessoa é batizada com o Espírito Santo.

Nenhuma manifestação de dons, seja ela de falar em línguas estranhas, revelação ou visão, será maior do que um caráter transformado por Deus e que exala no dia a dia a figura de Jesus Cristo.

É uma obra de aperfeiçoamento feita pelo Eterno na vida de todos aqueles que entregam sua vida nas mãos Dele e reconhecem Jesus como único salvador e portanto são justificados, regenerados e adotados à família de Deus.

Quais são os Frutos do Espirito?

Amor

A virtude do amor é manifesta na graça de conseguir amar aos nossos amigos e aos nossos temporais inimigos, essa é a vontade do Pai, pois “ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei”, declarou Jesus – João 15.12.

Alegria

A virtude da alegria afirma que a alegria não está em momentos, mas está em fatos eternos.

A alegria de estar salvo em Jesus e a Ele pertencer e assim participar de tudo o que por Ele está sendo considerado, independente das condições que possamos enfrentar no mundo enquanto caminhamos rumo ao céu.

Alegrai-vos, portanto, e regozijai-vos para todo o sempre com aquilo que estou prestes a criar: eis que criarei uma nova Jerusalém, e esta somente para júbilo e seu povo para a felicidadeIsaías 65.18.

Paz

A virtude da paz está na reconciliação que para nós foi dada como um presente na cruz do calvário quando Jesus mesmo nos reconciliou com Deus, transportando-nos da condição de inimigos para filhos amados e amigos – “Portanto, havendo sido justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” – Romanos 5.1. Bem como ter a paz de Deus que é transmitida em relacionamentos em diversas formas, por exemplo, na pacificação – “Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus” – Mateus 5.9.

Paciência

A virtude da paciência nos concede uma boa disposição enquanto esperamos. Não é simplesmente esperar com paciência, mas ter a boa paciência enquanto se espera – “Aquieta-te diante do Senhor e aguarda por Ele com paciência…” – Salmo 37.7.

O amor é paciente – 1ª Coríntios 13.14 – Está relacionada também a boa atitude de paciência nos nossos relacionamentos.

Benignidade

A virtude da benignidade nos dota de boas características como a gentileza e a doçura de temperamento. A pessoa que manifesta a benignidade possui uma disposição graciosa da qual abrange ternura e compaixão. A benignidade nos predispõe a fazer o que é bom, essa também é a vontade de Deus.

“Assim, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revesti-vos de um coração pleno de compaixão, benignidade (em algumas versões bondade), humildade, mansidão e paciência; Zelai uns pelos outros e perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha algum protesto contra o outro, assim como o SENHOR vos perdoou, assim também procedei” – Colossenses 3.12-13.

Bondade

A virtude da bondade: O amor é bondoso (1ª Coríntios 13.4), por isso “sede bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, da mesma maneira como Deus vos perdoou em Cristo” – Efésios 4.32. O perdão é uma forma de bondade, segundo a Bíblia e é operado pelo Espírito Santo.

Fidelidade

A virtude da fidelidade: Nesse momento a palavra grega utilizada pelo apóstolo é “pistis” quem tem a sua tradução principal como “fé”.

Fé é basicamente a experiência que se realiza no coração da gente numa atitude de arrependimento que leva a uma mudança completa de vida – uma entrega total da vida nas mãos de Deus numa atitude de absoluta confiança Nele.

A palavra “pistis” tem várias possibilidades de tradução e todas estão sempre relacionadas à fé Uma das traduções que se dá é “fidelidade”.

Fidelidade é uma das características do Fruto do Espírito que só acontece a partir do nosso encontro com Jesus (o encontro acontece pela fé genuína), fidelidade é algo que o Espírito Santo produz em nós quando a nossa vida está totalmente entregue a Ele.

A fidelidade pode ser exemplifica em Mateus 25.14-30 – Na parábola dos talentos, veja o que cada um dos servos fez com o que lhe foi confiado e qual foi à posição do senhor deles.

Mansidão

A virtude da mansidão é, no grego, “prautes” que significa: manso, modesto, plácido, gentil, simples, calmo, brando. Ser manso é ter um espírito humilde, gentil, simples. Aqui nós não estamos falando de atitudes externas, mas de atitudes que partem do coração.

A mansidão trata-se do estado interior e não exterior. Mansidão é uma virtude amorosa, pela qual nos conservamos pacíficos, com serenidade e brandura, sem alterações, quando nos confrontamos com coisas desagradáveis.

Mansidão refere-se à brandura na conduta ou atitude e opõe-se à rispidez, à severidade, à violência ou as grosserias carnais. Ser manso é ter a capacidade de se controlar diante daquilo que possa nos irritar, é aquele capaz de perder uma discussão, sem se exasperar, é aquele capaz de discutir um assunto sem perder a calma, é aquele capaz de ser livre do espírito de vingança, mesmo diante da provação.

Mansidão foi ensinada por Jesus no “sermão da montanha” relatado em Mateus 5.5 – “Bem aventurados os mansos porque eles herdarão a terra”. Jesus mesmo se declarou assim em Mateus 11.29 – “Tomai sobre si o meu jugo e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração…”.

Domínio Próprio

A virtude do domínio próprio vem do termo grego “egkrateia”, cuja raiz “kratos” significa “ter domínio sobre”, “exercer poder sobre”, “ter autoridade sobre”.

O termo se relaciona à autoridade sobre os desejos carnais, entenda-se: sexo impuro, a glutonaria, a bebedeira, conversas inadequadas, entre outros. Remete à pessoa que sabe conter-se, que sabe controlar a língua, olhos, mãos, ouvidos, pés e o corpo como um todo.

Trata-se de alguém que não é vencido pelo pecado, pelo contrário, no poder do Espírito vence o pecado. Só é realmente livre quem “consegue controlar-se”.

Estudo sobre os Frutos do Espirito

Não há seletos que podem receber ou podem não receber do fruto do Espírito. O fruto do Espírito é algo disponível para todos aqueles que se entregam de coração a Jesus e só pela ação do Espírito essas preciosas virtudes se tornam vida de verdade na nossa vida.

A nossa natureza é caída por conta do pecado, mas o Espírito Santo cumpre a missão de nos devolver ao plano original aperfeiçoando em nós o caráter de Jesus – Gênesis 1.26 – muito bem exemplificado no fruto do Espírito.

Miguel Leme

Criador do Projeto Gospel, desenvolveu o projeto para levar a palavra de Deus ao máximo de pessoas possível, através da Internet. Juntamente com alguns colaboradores traz “estudos, sermões, histórias, significados entre outras categorias relacionadas”.

Miguel Leme

Criador do Projeto Gospel, desenvolveu o projeto para levar a palavra de Deus ao máximo de pessoas possível, através da Internet. Juntamente com alguns colaboradores traz “estudos, sermões, histórias, significados entre outras categorias relacionadas”.

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