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Quem foi Oséias?

Oséias era profeta e está nas relações dos conhecidos “profetas menores”, nome comum dado entre os cristãos que está baseado na brevidade da obra quando comparado com outros livros proféticos, por exemplo: Oséias é um profeta menor (livro com 14 capítulos) e Isaías é um profeta maior (livro com 66 capítulos).

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História do Profeta Oséias

O Oséias começou o seu ministério durante o reinado de Jeroboão II (782 a 753 anos antes de Cristo), num período em que Israel vivia dois paralelos em seu contexto, por um lado eles experimentavam prosperidade material e por outro lado viviam um grande afastamento do Eterno e consequentemente o esfriamento e enfraquecimento espiritual.

Sua história de Deus com seu povo está totalmente interligada entre a história de Oséias com sua esposa, Gômer. Através da relação de um vemos a expressão do outro.

O Oséias era contemporâneo de outras figuras bíblicas importantes: Amós, Isaías e Miqueias. Assim como Amós, Oséias profetizou para pessoas que viviam no Reino do Norte (Israel), enquanto Isaías e Miqueias se ocupavam com os habitantes do Reino do Sul (Judá).

O nome Oséias significa “Salvação” e certo dia Deus disse a ele:

“Vai e toma uma mulher que se entrega à prostituição, os filhos que vos nascerem serão filhos da infidelidade, porquanto toda a nação é culpada do mais vergonhoso adultério: afastar-se do Eterno e apegar-se a idolatria” (Oséias 1.2).

O profeta Oséias ouviu a voz de Deus e sensível ao seu pedido tomou por sua mulher uma moça chamada Gômer, prostituta daqueles dias, Gomer era filha de Diblaim e seu nome significa “Completa”. A partir dai começa a relação de Deus com o seu povo, pois o Eterno sempre considerou Israel como sua noiva amada, bem como tratava esse relacionamento como um santo casamento, todavia por um lado estava o Santo e do outro o povo mergulhado em profundo pecado.

Família de Oseias

Assim que Oséias casou-se com Gômer, eles tiveram um filho chamado Jezreel. Logo em seguida Gômer teve mais dois filhos, um casal, primeiro veio uma menina chamada Lo-Ruama e depois um menino chamado Lo-Ami. Tudo indica que esses dois filhos não eram de Oséias, mas já era fruto da infidelidade de Gômer que estava (permanecia/continuava) em adultério, a indicação vem muito pelo significado dos nomes das crianças: Lo – Ruama que significa “Não – Amada” e Lo-Ami que significa “Não Meu Povo”, os nomes declaram que o Eterno não mostraria mais o seu favor à casa de Israel, bem como a rejeição de Israel por Deus, contudo acredita-se também que o nome da menina pode representar a rejeição sofrida por parte do pai. Os nomes dos filhos de Oséias tinham um significado profético para a nação.

O fato é que Gômer se perdeu, abandonou ao Oséias, mergulhada em seus próprios pecados, mas sofreu com a rejeição e consequências deles e foi vendida como escrava. Em seguida, num ato de profundo amor, Deus faz um novo pedido ao profeta Oséias:

“Vai outra vez até tua mulher e trata-a com amor, ainda que ela seja amada por outro e viva em adultério. Ama a tua esposa como o Eterno ama o povo de Israel, apesar de eles cultuarem a outros deuses e de amarem os bolos sagrados das uvas passas” (Oséias 3.1).

Oséias movido pela graça e compaixão, funcionou exatamente nos compassos dados pelo Eterno e comprou Gômer dos seus senhores resgatando-a. O amor de Oséias por Gômer é uma perfeita metáfora do amor de Deus para com a nação infiel (Oséias 11.1 e Oséias 14.4), do Deus que não se esquece e não deixa um só sequer para trás. Deus pretendia usar o relacionamento pessoal do profeta com ela como uma lição clara o objetiva sobre o Seu próprio relacionamento com o seu povo infiel.

O livro de Oséias…

O tema central da obra de Oséias é falar sobre o grande e fiel amor de Deus para com o seu povo, mesmo quando este permanece em continua infidelidade. Oséias experimentou na pele esse contexto quando descobriu a infidelidade de Gômer, sua esposa adultera, que mesmo vindo à separação, o amor persistente do profeta alcançou a reconciliação.

Oséias pregava sobre o arrependimento e que Israel deveria abandonar os ídolos pagãos e voltar ao Eterno: “Voltem para o Senhor”, era sua declaração poderosa e repetida, “porquanto ele nos arrebentou, mas haverá de nos curar, Ele nos feriu, mas cuidará das nossas chagas” (Oséias 6.1). Deus sempre amou insistentemente, por isso também declarava: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque pelos teus pecados está caído” (Oséias 14.1).

O livro foi escrito provavelmente em Judá depois da queda de Samaria, a capital do Reino do Norte. A primeira publicação deu-se por volta dos anos 710 antes de Cristo.

Conclusão…

Feche os seus olhos agora e coloque na sua mente a pessoa que você mais ama em sua vida, em seguida pense nessa pessoa te traindo! É forte essa palavra: traindo, né? Qual é o seu sentimento para com ela diante desse cenário proposto? Às vezes o sentimento é de decepção e revolta, não é verdade? Mas quando há o verdadeiro amor, mesmo que algo tão ruim aconteça, há sempre a esperança de uma retomada e recomeço. Deus amou o seu povo incansavelmente e insistiu com ele até o fim porque havia muito amor envolvido e quando há amor há sempre a esperança de uma retomada e recomeço. Deus demonstrou o seu amor usando a vida de Oséias para com Gômer porque onde há amor envolvido há esperança de uma retomada e recomeço.

Quero destacar nessa história esse amor, havia a parte fiel e a parte infiel. Deus é sempre a parte fiel e nós, infelizmente, sempre a parte infiel, mas porque há muito amor envolvido há esperança de uma retomada e recomeço. Está longe de ser o fim.

O amor de Deus é incomparável e insubstituível, bem como seu único interesse é se relacionar conosco num relacionamento que nos cura e nos transforma.

Como Oséias profetizou, hoje: “Voltemos ao Senhor” porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.

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