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Quem foi Josué? → História de Josué

Josué, também chamado de Oseias (Números 13.8), era filho de Num. Josué tem como significado “Deus é a salvação”. O significado do nome Josué é o mesmo do nome Jesus, forma aramaica do hebraico Josué. Oseias significa apenas “Salvação”.

Estudiosos costumam dizer que Josué “é um tipo ou figura de Cristo, na medida em que também agiu como salvador e libertador do seu povo”. O nome de Oseias para Josué foi mudado por Moisés: “Esses são os nomes dos homens que Moisés enviou para espiar a terra. E Moisés deu a Oshêa Bin Nun, Oseias, filho de Num, o nome de Yehoshúa, Josué” (Números 13.16).

Os nomes eram mudados na época de acordo com a função, importância e relevância de cada um, bem como sua posição de um lado ou outro, e aqui, acredita-se, que o nome foi mudado por uma clara afirmação de que a partir desse momento Oseias não lutaria mais com as suas próprias forças, mas sob o comando e na força do Eterno.

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O inicio da Conquista sob o Comando de Josué

Depois da morte de Moisés, o Eterno falou com Josué, seu auxiliar e sucessor na conquista da terra prometida: Meu servo Moisés morreu, mas vamos adiante; Atravesse o rio Jordão, você e todo o povo. Entre na terra que estou dando ao povo de Israel. Estou dando cada metro quadrado que seus pés pisarem, como prometi a Moisés. Do deserto do Líbano, desde o grande rio, o Eufrates – toda a terra dos hititas – até o mar Mediterrâneo, a oeste. Tudo pertence a vocês. Enquanto viver, você não conhecerá derrota. Assim como estive com Moisés, estarei com você. Não vou abandonar você. Seja corajoso! Anime-se! Você conduzirá este povo para tomar a terra que prometi dar aos seus antepassados. Dê o máximo, empenhe sua alma. Não deixe de seguir o que diz a Revelação que Moisés escreveu, cada parágrafo. Não se desvie para a direita nem para a esquerda, para que possa chegar ao seu destino. Não deixe, em nenhum instante, de pensar no que diz o Livro da Revelação (e no decorrer da história ele o fez). Pondere e medite nele dia e noite, praticando tudo que ele prescreve. Então, você alcançará seu objetivo e será bem-sucedido. Vou dizer de novo: seja corajoso e anime-se! O Eterno, o seu Deus, está com você a cada passo neste caminho (Josué 1.1-9).

E essa não foi a primeira vez que o Eterno se dirigiu a Josué com essa palavra de ânimo e confiança:

“Depois, o Eterno ordenou a Josué, filho de Num: ‘Seja forte. Seja corajoso. Você conduzirá o povo de Israel para dentro da terra que prometi dar a eles. E eu estarei lá com você” (Deuteronômio 31.23).

A vida de Josué foi pautada no desenrolar de sua obediência a essa ordem dada por Deus.

Os israelitas passaram o Jordão com os pés secos rumo à terra prometida, as águas do rio só voltaram a correr como antes quando todos saíram do rio, portanto, afirmamos que Israel atravessou o Jordão a terra seca, assim como fez com o mar Vermelho e isso aconteceu para que todos os habitantes da terra reconhecessem que o Eterno tinha poder para resgatá-los e para que O reverenciassem para sempre.

O Jordão era turbulento quando o povo de Israel chegou às margens e depois de atravessarem o rio, Josué orientou que um homem de cada uma das doze tribos pegasse uma pedra do leito do referido rio e levasse para o lado de Canaã. Em seguida, Josué ergueu um monumento com as pedras para que eles não se esquecessem do que Deus falou:

“a importância de não se esquecer de sua presença, proteção e provisão quando entrassem na terra prometida” (Deuteronômio 8).

Josué e as Muralhas de Jericó

Seguindo, Jericó estava fechada como um barril por causa do povo de Israel: ninguém entrava e ninguém saía. O Eterno disse a Josué:

“Preste atenção! Já entreguei Jericó a você, bem como o seu rei e a sua guarda de elite. Agora, faça isto: marche em volta da cidade, com todos os seus soldados. Deem uma volta em redor dela. Repitam isso seis dias seguido. Escolha a sete sacerdotes para carregarem sete trombetas de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem ao redor da cidade sete vezes, enquanto os sacerdotes tocam as trombetas com toda a força. Em seguida, faça soar um toque longo da trombeta – quando ouvir este toque, todo o povo deve gritar o mais alto que puder. As muralhas da cidade cairão de uma vez. Quando isso acontecer, os homens devem invadir a cidade, todos devem correr para lá” (Josué 6.1-5).

E tudo aconteceu conforme descrito. Quando as muralhas caíram, o povo de Israel correu para dentro da cidade e tomou posse dela. Eles submeteram tudo que havia na cidade à santa condenação, matando homens, mulheres, jovens e velhos, bois, ovelhas e jumentos, exceto a prostituta Raabe e sua família, pois anteriormente ela havia acolhido os espiões de Israel e como combinado sua casa estava sob proteção (Josué 2).

O pecado de Acã

Mas infelizmente o povo de Israel apoderou-se de algumas coisas condenadas, na pessoa de Acã, causando a ira de Deus e por conta disso numa luta com os soldados de Ai, soldados israelitas morreram e Deus revelou a Josué o porquê isso havia acontecido, como consequência Acã foi morto e o Eterno voltou a favorecer Israel. Todos de Ai ou Haí morreram inclusive o rei que foi entregue vivo a Josué e enforcado num galho de árvore.

O acordo com Gibeom

Os moradores de Gibeom souberam o que Josué havia feito contra Jericó e Ai e elaboraram um plano para poupar suas vidas, mas como o plano estava baseado na mentira, conforme o capítulo 9 do livro de Josué, e por causa dessa mentira foram condenados ao trabalho escravo e não a morte, porque haviam feito um acordo com os israelitas.

O Sol parou

Nesse mesmo tempo, em meio as conquistas e batalhas, Josué fez a seguinte oração: “Sol, fique parado sobre Gibeom; Lua, descanse sobre o vale de Aijalom” (Josué 10.12). O Sol parou e a lua ficou imóvel, até que ele derrotasse os inimigos. O sol parou no meio do céu e permaneceu o dia inteiro ali, nunca houve um dia como aquele, nem antes nem depois. De fato, o Eterno lutou a favor de Israel.

Referências Bíblicas de mais Conquistas

Os capítulos 11 e 12 contam outras cidades e reinos que fazem parte dessa conquista, direcionada pelo Eterno, eles se apresentam numa relação sem detalhes, ao menos como foi no caso de Jericó e Hai.

A lista de reis que Josué e o povo de Israel derrotaram na terra a oeste do Jordão, desde Baal-Gade, no vale do Libano, ao sul do monte Halaque, que se eleva em direção a Seir, está em Juízes 12.9-24.

Josué deu essa terra por herança às tribos de Israel, repartindo as regiões montanhosas, as planícies ocidentais, o vale de Arabá, as encostas das montanhas, o deserto e o Neguebe (terras antes habitadas pelos hititas, amorreus, cananeus, ferezeus, heveus e jebuseus).

E a divisão de terra, território ainda a ser conquistado, Josué já estava em idade avançada, nos capítulos 13 a 21.

Deus é Fiel em Suas Promessas

Assim o Eterno deu a Israel toda à terra que Ele havia prometido em juramento aos seus antepassados. Eles tomaram posse da terra e sentiram-se em casa ali. O Eterno lhes deu descanso de todos os lados, como havia prometido, nenhum dos seus inimigos foi capaz de resistir a eles – O Eterno entregou todos os inimigos nas mãos dos israelitas. Nenhuma promessa deixou de ser cumprida, nenhuma sequer.

O livro de Josué no A.T.

Estudiosos destacam que o próprio Josué escreveu o livro que leva o seu nome, contudo contou também com o auxílio de alguém na redação final, tendo em vista que a parte final da obra relata a sua própria morte (capítulo 24). Esses afirmam ainda que a ajuda significativa veio de Eleazar, filho de Arão, mas os últimos versículos podem ter sido acrescentados à obra por um copista ou revisor posterior porque também relata a morte de Eleazar.

A estrutura do livro de Josué está organizada assim: Preparação de Josué e do povo de Israel, o inicio da conquista da Terra Prometida, a conclusão da conquista da Terra de Canaã, o inicio das divisões das terras, conclusão da divisão das terras e o desafio à unidade e obediência. Batalhas a enfrentar unindo a bênçãos e alegrias. Todo esse período durou cerca 25 anos. É possível datar a primeira publicação da obra entre os anos de 1.400 e 1.370 antes de Cristo.

A Morte de Josué

Josué morreu com cento e dez anos e o sepultaram nas terras que recebeu por herança, em Timnat Sêrah, Porção Frutífera, nos montes de Efraim, ao norte do monte Gáash (Josué 24.30).

Israel serviu ao Eterno durante toda a vida de Josué e durante toda a vida dos anciãos, lideres israelitas que sobreviveram a Josué e que haviam conhecido todas as realizações que o Eterno produziu em benefício de todo o povo de Israel (Josué 24.31).

→ Veja também: Parábola do Bom Samaritano

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